Porque morar no Brasil é tão caro? Entenda o cenário econômico

Há muito que os viajantes sabem que quanto mais rico é o país, mais provável é que uma visita faça um buraco nas suas carteiras. Uma pesquisa recente feita por Tripadvisor, um site de viagens, colocou Oslo, a capital da Noruega super-rica, como o destino mais favorito do mundo, com uma estadia de uma noite em um hotel de quatro estrelas com jantar e bebidas por dois que custam mais de US $600. Mas perto do topo do ranking Autocolante-choque está uma entrada surpresa: o Brasil de renda média-alta. Hotéis em São Paulo, a capital do negócio, ou beachside Rio de Janeiro, custam mais do que em Londres ou Zurique.

Os visitantes que vão às compras vão descobrir que os preços altos também atingem os locais. Roupas, cosméticos, eletrônicos e carros são todos mais caros, às vezes muito mais, do que na maioria dos outros lugares.

Quanto custa um Big Mac

O índice Big Mac do The Economist acha que os hambúrgueres brasileiros são mais queridos do que em qualquer outro lugar, exceto em três países muito mais ricos, (Noruega, Suécia, Suíça) e um disfuncional (Venezuela). Então por que o Brasil é tão caro?Um relatório especial na edição desta semana explora a questão em mais pormenor. Uma grande parte da resposta é a apreciação da moeda, causada pela estabilização económica nos anos 90 e um enorme aumento das exportações de matérias-primas desde então. Há uma década, um dólar comprou 3,5 reais; agora compra menos de 2,3 reais—o que minimiza a escala da mudança, já que a inflação do Brasil era muito maior, então reais deveriam ter se tornado mais baratos, não mais caros.

No entanto, para os brasileiros, a valorização da moeda tornou a vida mais barata ao reduzir o preço das importações. Eles apontam para o custo Brasil (Custo Brasil), uma vez que o problema do valor-por-dinheiro do país é conhecido há muito tempo. Os números do FMI mostram que na maioria dos países pobres e de rendimento médio, o dinheiro vai mais longe do que as taxas de mercado sugerem, porque os salários são mais baixos e os bens não transaccionáveis são mais baratos. O poder de gasto de um mexicano, por exemplo, é 45% maior em casa do que se ele comprou dólares e fez compras através da fronteira. Mas um brasileiro pode comprar pouco mais em casa do que nos Estados Unidos.

O custo Brasil tem muitos ingredientes, incluindo impostos altos (36% do PIB, muito fora de linha com a média de 21% para os países de renda média alta), swinginging direitos de importação e leis trabalhistas rígidas que tornam difícil a utilização eficiente dos trabalhadores. Estradas pobres e uma rede ferroviária limitada aumentam os custos do transporte de mercadorias.

Taxas de mercadorias

Taxas de juro elevadas significam que as empresas têm de gastar um pacote no financiamento; a criminalidade elevada adiciona custos de segurança pesados às suas despesas gerais. Um sistema de educação terrível faz do Brasil o segundo lugar mais difícil do mundo para as empresas encontrarem as habilidades de que precisam, de acordo com o grupo de mão-de-obra, atrás apenas do envelhecimento do Japão. O aumento dos custos do trabalho, que duplicaram numa década, à medida que os grandes aumentos do salário mínimo marcavam o tom das negociações salariais em toda a parte, acrescentaram um novo ingrediente à velha receita.

Grandes diferenças de preços significam que as importações estão cada vez mais tomando parte de mercado de moradores locais e até mesmo brasileiros de meios relativamente modestos têm tomado para abastecer-se em compras estrangeiras-viagens. Um enfraquecimento recente da moeda dará algum espaço aos fabricantes locais, mas a longo prazo a única solução é tornar-se mais eficiente.

índice de produtividade e investimento

O relatório anual do Banco Mundial sobre fazer negócios em uma série de Países parece uma lista de itens por-fazer de produtividade para o Brasil: tornar mais simples a criação e liquidação de empresas; cortar e racionalizar impostos; aumentar a poupança interna e o investimento. Um estudo recente do Boston Consulting Group estimou que três quartos do crescimento do Brasil na última década veio da adição de mais trabalhadores e apenas um quarto dos ganhos de produtividade. Com poucos trabalhadores a acrescentar, o Brasil só pode começar a crescer mais uma vez usando os que tem muito melhor—e tornando-se mais barato novamente.